Morre o poeta Marcos Cordeiro
A obra de Marcos Cordeiro nasceu de um lugar preciso: o Sertão. Não como paisagem idealizada, mas como território de memória, de cultura e de permanências. Foi desse universo que construiu uma linguagem artística singular, reconhecida muito além de Pernambuco, sem jamais romper o vínculo com a terra onde nasceu.
Pintor, desenhista, ceramista, gravador, poeta e cenógrafo, percorreu importantes espaços das artes visuais brasileiras e internacionais, recebeu distinções que marcaram sua trajetória e teve sua produção incorporada a acervos de referência. Participou também da construção da vida cultural pernambucana, contribuindo para a fundação da APECCO e da Expocose, compreendendo a arte como criação e como legado coletivo.
Em Sertânia, sua presença permanece inscrita na própria cidade. O painel cerâmico da Prefeitura é uma síntese visual de sua compreensão da história, do território e da identidade sertaniense.
Alguns artistas deixam obras. Outros deixam maneiras de olhar o mundo. Marcos Cordeiro pertence a essa segunda tradição. Sua produção permanece como parte essencial da memória cultural de Pernambuco e como um dos mais significativos legados artísticos de Sertânia.
Vai em paz, Marcos Cordeiro. O Sertão que inspirou a tua criação continuará guardando o teu olhar.🥀🤍
Joao Lúcio




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